INTRODUÇÃO


A concepção deste site tem como objetivo propiciar ao internauta, a possibilidade de descobrir que no silêncio, os símbolos presentes nos túmulos, produzidos com certo gosto artístico, despertam os mais profundos e significativos sentimentos. A luta pela secularização dos cemitérios brasileiros iniciou-se em 1870, sob a responsabilidade de políticos republicanos e das ordens maçônicas. Podemos considerar que a produção funerária no Brasil, realizada no transcorrer da Primeira República é proveniente de duas situações distintas. Nos centros metropolitanos importaram-se mausoléus de “estilo” da Europa; construíram túmulos com esculturas realizadas por brasileiros, imigrantes e descendentes de italianos, portugueses, franceses e alemães considerados como acadêmicos e alguns tidos como modernistas. No interior do país, predominou um tipo de produção padronizada inspirada nos modelos registrados nos manuais especializados da Europa, efetuada em marmorarias locais. Dentro desta gama de variedades, ainda existem túmulos que se apropriaram do emprego de materiais regionais, acentuando, assim como nos demais, motivos religiosos, elucidativos e vernaculares. Acreditamos, que uma vez colocado a disposição dos internautas afins, esse material propiciará o acesso a uma documentação rara, favorecendo outras investigações sobre arte funerária no Brasil.

Maria Elizia Borges.

É professora Adjunta de História da Arte na Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás. Ministra aulas nos programas de Pós-Graduação: Cultura Visual (FAV) e História (FCHF). Pesquisadora do CNPq. Tem artigos publicados no país e no exterior sobre arte funerária no Brasil. Foi professora e coordenadora do curso de Artes Plásticas da Universidade de Ribeirão Preto, UNAERP (1973-91). Ministrou aulas na Faculdade de Arquitetura da Instituição Moura Lacerda (Ribeirão. Preto, 1992) e no curso de pós-graduação em História da Universidade Estadual Paulista, UNESP (Franca, 1994-95). Exerceu o cargo de Secretária da Cultura na cidade de Ribeirão Preto (1993). Integra o Comitê Brasileiro de História da Arte, a Associação Brasileira de Críticos de Arte e a Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas. É membership da Association for Gravestone Studies (EUA).



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